“A vida é como um quebra-cabeça. O importante não é ter todas as peças, é coloca-las no lugar certo.”
— Jô Soares
“Posso não dizer, não sussurar, não gritar, não fazer você se tocar, não demonstrar, não fazer você pensar, não fazer com que você mude isso, não “cantar”, não te jogar mil indiretas, posso não te cobrar, não te falar… então presta bastante atenção, você está me perdendo e nem desconfia.”
— Dênis
“Eu ouvi.
Doeu.
Fingi que tudo bem.
Mas depois chorei.”
— Caio Fernando de Abreu
“Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu! Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por 1 rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!”
— Pedro Bial
“Não é ser fria, é ser cuidadosa. Não é ser grossa, é falar a verdade. Não é ser metida, é ter amor próprio.”
“Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é pensamento, teorema. Amor é novela, sexo é cinema. Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa, Sexo é poesia. O amor nos torna patéticos. Sexo é uma selva, de epiléticos. Amor é cristão, sexo é pagão. Amor é latifúndio, sexo é invasão. Amor é divino, sexo é animal. Amor é bossa nova, sexo é carnaval. Amor é para sempre, sexo também. Sexo é do bom, amor é do bem. Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade. Amor é um, sexo é dois. Sexo antes, amor depois. Sexo vem dos outros, e vai embora. Amor vem de nós, e demora. Amor é cristão, sexo é pagão. Amor é latifúndio, sexo é invasão. Amor é divino, sexo é animal. Amor é bossa nova, sexo é carnaval. Amor é isso, sexo é aquilo e coisa e tal! E tal e coisa! Ai o amor! Hum! O sexo!”
— Rita Lee.
“Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você…”
— Djavan.